terça-feira, 7 de junho de 2011



A Vida de Genoveva






Genoveva começava seu dia com o cantar dos passarinhos e o andar dos bichinhos se arrastando sobre seu corpo.



Ela não se importava com isto. Ficava feliz . Era sinal de que o dia começava , mais uma vez e de que tudo estava bem.



Dona Joaninha , sua amiga mais fiel , veio-lhe fazer companhia logo cedo. Sentou-se e contou-lhe tudo , tudinho...Todas as fofocas que estavam bombando no mundo da floresta :



- O Besouro , finalmente , criou coragem e resolveu se declarar à cigarra. O Jabuti finalmente chegou à casa de sua mãe , só que ele demorou tanto que a mãe já havia ido viajar e ele voltou , devagar , devagarinho...



Mas a notícia mais triste , a Joaninha deixou para o final.



Mal sinal...



Lenhadores a vista, cortando toda floresta,caminhando naquela direção ...Genoveva presentindo o pior, pôs-se a chorar . Seu desespero via-se nas suas lágrimas a rolar e Dona Joaninha tentando consolar.



A passos largos aproximaram-se ...



Os pássaros em revoada já longe voavam , a cigarra até parou de cantar e o Besouro nem chegou a se declarar.



Um silêncio geral !



...Num zapt fatal , Genoveva ali jaz...



Só a raiz restara para todos dela lembrar.



A floresta já não era mais a mesm a Joaninha sua melhor amiga acabada na FLUOXETINA...



Que sina ...



Quando um dia repentinamente Joaninha pôs-se a gritar :



_ Venham ver ,os bichinhos voltaram a se arrastar !!!!



_ Venham todos , Genoveva está a brotar!!!!



Foi uma só cantoria ...



E naquela bela sinfonia Jabuti pôde celebrar a missa para o Besouro com a Cigarra se casar...



Autora : Sandra






O Relógio - Vinícius de Moraes


O relógio



Passa, tempo, tic-tac
Tic-tac, passa, hora
Chega logo, tic-tac
Tic-tac, e vai-te embora
Passa, tempo
Bem depressa
Não atrasa
Não demora
Que já estou
Muito cansado
Já perdi
Toda a alegria
De fazer
Meu tic-tac
Dia e noite
Noite e dia
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A Cachorrinha Vinícius de Moraes




Vinícius de Moraes


Mas que amor de cachorrinha!

Mas que amor de cachorrinha!


Pode haver coisa no mundo

Mais branca, mais bonitinha

Do que a tua barriguinha

Crivada de mamiquinha?

Pode haver coisa no mundo

Mais travessa, mais tontinha

Que esse amor de cachorrinha

Quando vem fazer festinha

Remexendo a traseirinha?

O Leão Vinícius de Moraes


O Leão


Leão! Leão! Leão!
Rugindo como um trovão
Deu um pulo, e era uma vez
Um cabritinho montês

Leão! Leão! Leão!
És o rei da criação

Tua goela é uma fornalha
Teu salto, uma labareda
Tua garra, uma navalha
Cortando a presa na queda
Leão longe, leão perto
Nas areias do deserto
Leão alto, sobranceiro
Junto do despenhadeiro

Leão! Leão! Leão!
És o rei da criação

Leão na caça diurna
Saindo a correr da furna
Leão! Leão! Leão!
Foi Deus quem te fez ou não
Leão! Leão! Leão!
És o rei da criação

O salto do tigre é rápido
Como o raio, mas não há
Tigre no mundo que escape
Do salto que o leão dá

Não conheço quem defronte
O feroz rinoceronte
Pois bem, se ele vê o leão
Foge como um furacão

Leão! Leão! Leão!
Es o rei da criação
Leão! Leão! Leão!
Foi Deus quem te fez ou não

Leão se esgueirando à espera
Da passagem de outra fera
Vem um tigre, como um dardo
Cai-lhe em cima o leopardo
E enquanto brigam, tranqüilo
O leão fica olhando aquilo
Quando se cansam, o leão
Mata um com cada mão

Autor : Vinícius de Moraes

quarta-feira, 1 de junho de 2011




Você e seu cão estão convidados para o lançamento do livro-CÃO GOURMET da autora Myriam Abicair. O lançamento será dia 05/06/2011 das 15 às 18h na Livraria da Vila no Shopping Cidade Jardim .


Confirme sua presença : rsvp@boccato.com.br







terça-feira, 31 de maio de 2011

Olha a turminha do 6º A fazendo arte...
















































Oração do Milho
Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das lavouras pobres.
Meu grão, perdido por acaso, nasce e cresce na terra descuidada. Ponho folhas e haste e se me ajudares Senhor, mesmo planta de acaso, solitária, dou espigas e devolvo em muitos grãos, o grão perdido inicial, salvo por milagre, que a terra fecundou.
Sou a planta primária da lavoura.
Não me pertence a hierarquia tradicional do trigo. E de mim, não se faz o pão alvo, universal.
O Justo não me consagrou Pão da Vida, nem lugar me foi dado nos altares.
Sou apenas o alimento forte e substancial dos que trabalham a terra, onde não vinga o trigo nobre.
Sou de origem obscura e de ascendência pobre. Alimento de rústicos e animais do jugo.
Fui o angú pesado e constante do escravo na exaustão do eito.
Sou a broa grosseira e modesta do pequeno sitiante. Sou a farinha econômica do proletário.
Sou a polenta do imigrante e amiga dos que começam a vida em terra estranha.
Sou apenas a fartura generosa e despreocupada dos paiois.
Sou o cocho abastecido donde rumina o gado.
Sou o canto festivo dos galos na glória do dia que amanhece.
Sou o cacarejo alegre das poedeiras à volta dos seus ninhos.
Sou a pobreza vegetal, agradecida a Vós, Senhor, que me fizeste necessária e humilde ,
SOU O MILHO

CORA CORALINA Poetisa Brasileira natural de Goiania.